MEUS TEXTOS, FRASES, PENSAMENTOS E REFLEXÕES

Você Esperando Entender O Suficiente Para Se Sentir Autorizado A Agir.

Você não está esperando a pessoa mudar. Está esperando entender o suficiente para se sentir autorizado a agir.

Repare nisso na próxima decisão simples que você adiar.

Um gestor tem um funcionário que entrega tudo atrasado há oito meses. Ele já sabe o que vai fazer. Sabe o que a política de RH manda. Ainda assim, marca mais uma conversa. Não para agir. Para tentar, de novo, entender por que a pessoa é assim.

Ele não busca informação. Busca uma explicação boa o suficiente para justificar, para si mesmo, um gesto já decidido há semanas.

Isso não é paciência. É a crença de que decidir sem compreender totalmente é uma espécie de crueldade — e que, entendendo direito, a decisão vai doer menos.

Ela nunca dói menos. Só demora mais.

Alguém recebe uma mensagem que fecha uma relação de anos em três linhas. A primeira reação não é dor. É investigação. Reler. Procurar pistas em conversas antigas. Construir uma teoria sobre o outro para só depois decidir o que fazer com o que aconteceu.

Como se agir exigisse uma licença emitida pela compreensão. Como se você só pudesse se afastar depois de montar, com precisão de perito, o mapa completo das razões que a levaram a agir daquele jeito.

Não precisa.

Você pode agir sem terminar de entender. Pode demitir sem reconstruir a infância de quem está sendo demitido. Pode sair de uma relação sem um relatório completo sobre os motivos do outro. Pode dizer não sem decifrar toda a lógica interna de quem ouve esse não.

A exigência de entender antes de agir cumpre uma função menos nobre do que parece: adia o desconforto da decisão. Enquanto você “ainda está tentando entender”, ainda não fez nada. A investigação vira um álibi elegante, e em times de liderança costuma se disfarçar de cuidado.

Entender tem valor. O problema é transformar a compreensão em pré-requisito absoluto, como se toda ação exigisse um veredito completo sobre o caráter de quem a provocou.

Você não vai entender por completo por que aquele sócio fez o que fez, nem reconstruir com exatidão a cabeça de quem rompeu um contrato ou sumiu depois de anos de convivência. Uma parte vai continuar sem explicação satisfatória. Sempre.

Ainda assim, alguma coisa precisa ser feita com o que já aconteceu.

Talvez a pergunta certa não seja “por que ele fez isso”. Talvez seja: o que eu preciso fazer mesmo sem saber por quê.

Essa segunda pergunta tem menos conforto. Não entrega vilão, não fecha a história em capítulos organizados. Devolve a você a única parte que sempre esteve, de fato, sob seu controle.

O que você vai fazer com o que sabe — não com o que ainda não sabe.

Quantas decisões você está adiando, hoje, sob o disfarce elegante de “ainda estou tentando entender”?

se quiser puxar esse fio: marcellodesouza.com.br

hashtag#TomadaDeDecisão hashtag#ComportamentoOrganizacional hashtag#Liderança hashtag#marcellodesouza hashtag#marcellodesouzaoficial hashtag#coachingevoce

Se isso fez sentido para você, existe um próximo passo possível

Algumas reflexões não terminam no conteúdo — elas continuam em forma de diálogo, aprofundamento ou sustentação de um trabalho contínuo.

Se este conteúdo fez sentido, você pode acompanhar os próximos textos.

A forma como você percebe define a forma como você age — mesmo sem perceber.

Invalid email address
Apenas quando houver algo que realmente valha a pena.
Sustentar este trabalho também é uma forma de continuidade
Apoiar este trabalho

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *