
QUEM VOCÊ É?
Há 28 anos faço a mesma pergunta. Em sala de diretoria, em workshop com líder global, em conversa com quem nunca imaginou que alguém fosse perguntar isso.
Quem é você?
E o que vem depois é sempre igual — não importa o cargo, o salário, o tamanho do crachá.
Um silêncio que diz tudo.
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Não é timidez. É mais perturbador.
A maioria das pessoas que passa 50, 60 horas semanais numa organização genuinamente não sabe responder isso sem gaguejar. Começa pelo cargo. Recua. Tenta pela formação. Para.
Santo Agostinho descreveu esse fenômeno sobre o tempo, há quinze séculos: se ninguém me pergunta, eu sei. Se quero explicar a quem pergunta, já não sei.
Falava do tempo. Mas descreveu com exatidão o que a cultura organizacional fez com a identidade humana.
Você existe enquanto não é questionado. Quando alguém pergunta quem está fazendo tudo isso — a resposta some.
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Donald Winnicott chamou isso de falso self: a estrutura que construímos quando o ambiente não oferece segurança para o self verdadeiro existir.
Falava de crianças. Mas o mecanismo repete-se em todo ambiente que exige conformidade como condição de pertencimento — e a maioria das organizações é exatamente esse ambiente.
O falso self corporativo concorda nas reuniões certas. Sorri quando é esperado. Não traz o “problema pessoal” para o trabalho, como se um ser humano fosse divisível.
É competente. É promovido. E está exausto — de uma exaustão que não vem do trabalho, mas do esforço de ser uma versão de si mesmo que não é real.
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Autoestima não é gostar de si mesmo. É ter acesso a si mesmo.
A pessoa continua entregando. Os indicadores seguem normais. Mas o que a fazia humana foi ficando para trás. Ninguém mede isso.
A NR-1 chegou como espelho. Não como burocracia. O Estado reconheceu, formalmente, o óbvio: ambientes de trabalho produzem adoecimento psíquico — responsabilidade do sistema, não só do indivíduo.
Um documento de riscos psicossociais que ninguém vai usar cumpre a norma. Cumprir não é cuidar.
A diferença está numa pergunta que poucas lideranças têm coragem de fazer:
O que estamos fazendo que está produzindo esse adoecimento?
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Quanto mais perto você está de si mesmo, mais vivo você se sente. Quanto mais distante está, mais precisa de distrações para suportar a vida que construiu.
Isso não é KPI. É o indicador mais preciso sobre se você está vivendo — ou apenas funcionando.
Esse é só o recorte mais visível. No ebook completo, aprofundo os padrões de disfunção que toda organização reproduz sem perceber, e as cinco perguntas que reconstroem uma identidade.
Se fizer sentido ir além da superfície, o link está nos comentários.
Quando foi a última vez que alguém te perguntou quem você é — e você respondeu sem citar o seu cargo? #marcellodesouza #marcellodesouzaoficial #coachingevoce #desenvolvimentohumano #desenvolvimentocomportamental #nr1 #saudementalnotrabalho #liderancaconsciente #culturaorganizacional #riscospsicossociais
Se isso fez sentido para você, existe um próximo passo possível
Algumas reflexões não terminam no conteúdo — elas continuam em forma de diálogo, aprofundamento ou sustentação de um trabalho contínuo.
WHO ARE YOU?
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