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COMO CONSEGUIR UM NOVO EMPREGO EM 2026

A brutal verdade sobre recolocação profissional que ninguém quer dizer
2026 não será um ano para “bons currículos”. Será um ano para identidades profissionais que fazem sentido no instante em que alguém olha para você e pensa: “essa pessoa resolve um problema que eu tenho”.
Depois de quase três décadas observando decisões reais de contratação — não o que RH posta em motivacional, mas o que realmente acontece quando alguém escolhe entre você e outros cinco candidatos — uma constatação brutal: o mercado evoluiu menos na tecnologia e muito mais no critério invisível de como avalia gente.
E esse critério é cognitivo. Comportamental. Existencial, se você quiser ser preciso.

1. Seu currículo não é um documento. É uma hipótese sobre quem você diz ser.
Listar cargo, empresa e período qualquer um faz. O que separa quem é chamado de quem é descartado é simples e f…didamente difícil: você consegue mostrar que sistemas mudaram porque você existiu neles?
Não é sobre responsabilidades ou atividades. É sobre: o que estava quebrado, o que você fez, o que ficou diferente. Se não consegue articular isso em três frases, seu currículo é ruído.
A neurociência comprova: nosso cérebro processa histórias 22 vezes melhor que listas. Mas não é qualquer história. É a que tem causalidade clara: Problema → Decisão → Impacto. Simples assim. E raríssimo.
O que isso significa na prática:
Ruim:
“Responsável pela gestão da equipe de vendas com foco em resultados.”
Bom:
“Equipe com turnover de 40% e metas não batidas há 8 meses. Redesenhei estrutura de incentivo e implementei rituais de feedback semanal. Turnover caiu para 12%, metas batidas por 6 trimestres consecutivos.”
A diferença não é “escrever bonito”. É pensar como alguém que transforma sistemas, não como alguém que ocupa cadeiras.

2. LinkedIn virou campo de batalha cognitiva, não vitrine.
Seu perfil não é lido por gente com tempo. É lido por IA que mapeia padrões e por recrutadores com 47 abas abertas, sob pressão.
Posicionamento não é frase de efeito. É coerência brutal entre o que você diz, o que seu histórico mostra e como você se comporta digitalmente.
Se você fala de liderança, mas nunca liderou algo relevante, a IA já detectou incongruência. Fala de inovação, mas seu perfil é genérico como 10 mil outros? Já era.
A questão não é autenticidade. É coerência que ninguém mais tem.
A IA de recrutamento hoje analisa:
• Consistência entre headline, resumo e experiências
• Padrões de linguagem (você usa jargões genéricos ou tem voz própria?)
• Coerência temporal (há gaps não explicados? mudanças bruscas de narrativa?)
• Engajamento (você interage ou só “posta e some”?)
E o recrutador humano? Ele sente quando algo não bate. Pode não nomear o quê, mas sente. E passa para o próximo perfil.

3. Competência técnica virou pré-requisito. O jogo agora é outro.
Ser bom tecnicamente não garante emprego. IA já faz 70% do que isso significava cinco anos atrás.
O que decide contratação é comportamento sob pressão: ler contexto, adaptar comunicação, autorregular emoções e não colapsar diante de tensões contraditórias.
O mercado quer gente que aguenta paradoxo.
Que mantém duas verdades opostas na cabeça sem surtar. Que consegue segurar a tensão entre:
• Eficiência e inovação
• Autonomia e alinhamento
• Urgência e qualidade
• Pessoas e resultados
Isso é raro. Isso é valioso. E não se aprende em curso de fim de semana.
Por quê? Porque a capacidade de operar sob ambiguidade é uma competência neurocognitiva que demanda anos de desenvolvimento. Envolve:
• Regulação emocional (córtex pré-frontal maduro)
• Flexibilidade cognitiva (capacidade de mudar estratégia sem colapsar)
• Tolerância ao desconforto (não buscar resolução prematura)
Quem tem isso não precisa “vender” competência. Ela é percebida na forma como a pessoa pensa em voz alta, faz perguntas e reage ao inesperado.

4. Mudar de área sem redesenhar identidade é receita para rejeição silenciosa.
Transição de carreira não se resolve atualizando LinkedIn ou fazendo cursos. É existencial: você precisa desapegar cognitivamente de quem foi para criar espaço para quem pode ser.
Toda transição bem-sucedida começa com luto: aceitar que a identidade antiga morreu. Somar a nova à antiga cria peso desnecessário, e o mercado sente que algo está errado — mesmo que não saiba nomear.
Coragem não resolve. Método resolve.
A psicologia comportamental demonstra que identidade profissional tem três camadas:
1. O que você faz (tarefas, entregas)
2. Como você pensa (frameworks mentais, jeito de resolver problemas)
3. Quem você é (valores, presença, propósito)
Quem muda só a camada 1 não faz transição — faz disfarce. E recrutador experiente detecta em 5 minutos de conversa.

5. Empregabilidade não é algo que você “tem”. É algo que mantém vivo ou deixa morrer.
Quem só pensa nisso quando está desempregado já perdeu vantagem. Empregabilidade é estado cognitivo contínuo: saber quem você é, onde gera valor e como é percebido.
Não é paranoia. É inteligência adaptativa. Reinventar-se sem perder coerência narrativa é um músculo: ou exercita, ou atrofia.
O que significa “exercitar empregabilidade”?
• Mapear suas competências transferíveis a cada 6 meses
• Entender como o mercado está lendo seu perfil (pedir feedback estruturado)
• Testar narrativas em conversas estratégicas antes de precisar delas
• Cultivar rede de forma genuína, não transacional
• Manter curiosidade intelectual sobre tendências do seu setor
Quem faz isso não “procura emprego”. Recebe convites.

A parte que ninguém quer ouvir (mas que decide tudo)
Recrutador experiente identifica desespero em 30 segundos. Não por erro de fala, mas porque desespero tem cheiro químico — cortisol altera voz, postura e raciocínio.
O paradoxo cruel:
Quanto mais você precisa do emprego, menos empregável se torna.
Por quê? Porque:
• Cortisol elevado prejudica memória de trabalho (você “trava” em perguntas simples)
• Desespero te faz aceitar qualquer coisa (e isso transparece na linguagem corporal)
• Você comunica escassez, não valor
A solução não é fingir abundância.
É construir identidade que não dependa do emprego.
Quando você sabe quem é além do cargo, a conversa muda. De pedir aprovação, você passa a avaliar fit mútuo. E recrutador sente isso. Na primeira frase.

Resumo sem firula:
Não é sobre “conseguir uma vaga”. É sobre se tornar a escolha óbvia quando alguém tem um problema específico a resolver.
Isso acontece quando você tem:
 Clareza brutal sobre o valor que entrega
 Narrativa coerente conectando passado, presente e futuro
 Posicionamento que não parece cópia
 Presença que gera confiança (e confiança é neuroquímica, não discurso)

2026 não vai premiar o candidato “mais qualificado”. Vai premiar quem tem combinação singular de experiência, pensamento e presença — impossível de substituir.
E isso não acontece por acaso. Acontece por método.

Se você quer entender como construir isso de forma estruturada, acesse www.marcellodesouza.com.br — centenas de artigos sobre desenvolvimento cognitivo comportamental aplicado a carreira, liderança e relações organizacionais.
Não é autoajuda. É ciência aplicada à realidade.

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