VOCÊ ESTÁ AUSENTE DA SUA PRÓPRIA VIDA. E AGORA?
Há uma fratura invisível atravessando a experiência humana contemporânea — e ela não está nas estatísticas, nos diagnósticos ou nos relatórios corporativos. Está no intervalo entre o que tocamos e o que sentimos, entre o que vemos e o que realmente enxergamos, entre estar fisicamente presente e existir de fato naquele instante. Vivemos uma época singular: nunca tivemos tanto acesso, tanta possibilidade, tanta informação — e, paradoxalmente, nunca estivemos tão ausentes de nós mesmos e daquilo que nos cerca.
Essa ausência não é preguiça. Não é desinteresse. Não é falha moral ou cognitiva. É algo estruturalmente mais profundo, mais devastador: perdemos a capacidade de habitar. Habitamos espaços, mas não os vivemos. Habitamos relações, mas não as experienciamos. Habitamos funções, mas não nos reconhecemos nelas. Estamos atravessados pela vida, mas raramente mergulhamos em qualquer coisa com a totalidade do nosso ser. Somos presenças fantasmagóricas em nossas próprias existências — corpos que circulam, mentes que flutuam, mas quase nunca uma integração plena entre estar e ser.
O que aconteceu conosco?
A resposta não está apenas na velocidade do mundo, embora ela seja cúmplice. Não está apenas na tecnologia, embora ela amplifique o fenômeno. A resposta está em algo mais sutil e mais antigo: fomos seduzidos pela ilusão de que acumular substitui mergulhar. Que conhecer superficialmente muitas coisas vale mais do que conhecer profundamente uma. Que estar em todos os lugares ao mesmo tempo é mais valioso do que estar inteiro em um só lugar. Construímos uma civilização inteira sobre o princípio da amplitude — e esquecemos completamente a profundidade.
E aqui reside o paradoxo mais cruel da nossa época: quanto mais informação temos, menos sabemos. Quanto mais conexões virtuais criamos, mais solitários nos tornamos. Quanto mais ocupados estamos, menos presentes conseguimos ser. A abundância, que deveria ser libertadora, tornou-se aprisionante. Não porque a abundância seja má em si — mas porque nunca aprendemos a navegar nela sem nos perdermos.
Pense na sua última semana. Quantas conversas você teve em que estava genuinamente presente — não apenas ouvindo as palavras, mas sentindo o peso das pausas, percebendo as microexpressões, deixando que o silêncio dissesse tanto quanto a fala? Quantas vezes você comeu uma refeição prestando atenção ao sabor, à textura, ao ritual de alimentar o corpo? Quantas horas você trabalhou efetivamente habitando o que fazia — não apenas cumprindo tarefas, mas experienciando o sentido do seu esforço? A resposta, para a maioria de nós, é constrangedora. Porque estamos sempre em outro lugar. Sempre antecipando o próximo compromisso, revisitando a última preocupação, calculando o futuro, ruminando o passado — mas quase nunca aqui, agora, inteiros.
Essa fragmentação da experiência não é inofensiva. Ela corrói, aos poucos, nossa capacidade de criar vínculos verdadeiros — com pessoas, com propósitos, com lugares, com ideias. Não nos engajamos naquilo que não conhecemos de fato. E não conhecemos de fato aquilo em que não mergulhamos com presença. O engajamento genuíno — aquele que transforma, que gera sentido, que nos faz sentir vivos — exige intimidade. E intimidade exige tempo. Não tempo cronológico, mas tempo vivido. Tempo denso. Tempo habitado.
Mas vivemos numa cultura que declarou guerra ao tempo denso. Tudo precisa ser rápido, eficiente, otimizado. Cada segundo precisa render, produzir, gerar algo mensurável. Perdemos o direito ao vagar, ao contemplar, ao simplesmente estar sem produzir. E com isso, perdemos também a capacidade de nos aprofundarmos em qualquer coisa. Nos tornamos turistas da própria vida — passamos por tudo, fotografamos tudo, mas não tocamos em nada com a profundidade necessária para que aquilo nos transforme.
Organizações inteiras operam sob essa lógica. Pessoas circulam por projetos, por funções, por metas — mas raramente habitam o sentido do que fazem. Executam, entregam, performam — mas não se reconhecem no que produzem. Não é à toa que o desengajamento se tornou epidêmico. Não é falta de incentivo, não é falta de propósito declarado nas paredes corporativas. É falta de experiência vivida. As pessoas não se engajam porque nunca tiveram a chance de conhecer de verdade aquilo que fazem, de mergulhar no sentido daquilo, de se verem refletidas naquilo com autenticidade. Foram treinadas para executar — não para habitar.
E o mais trágico é que muitos nem percebem que estão ausentes. A ausência se normalizou. Tornou-se a forma padrão de existir. Estamos tão acostumados a viver fragmentados, dispersos, superficialmente presentes, que qualquer convite à presença plena soa como luxo, como espiritualismo barato, como algo inalcançável para quem tem contas a pagar e prazos a cumprir. Mas a verdade é que a ausência tem um custo altíssimo — e ele está sendo pago diariamente em forma de vazio, de insatisfação crônica, de relacionamentos esvaziados, de trabalhos sem sentido, de vidas que parecem estar sempre prestes a começar, mas nunca efetivamente começam.
Há uma diferença brutal entre estar informado e conhecer. Entre circular por algo e habitar algo. Entre consumir conteúdo e construir compreensão. A primeira é instantânea, superficial, descartável. A segunda exige presença, tempo, atenção sustentada. Vivemos numa época que privilegia brutalmente a primeira — e cobra caro pela ausência da segunda. Sabemos de tudo, mas não conhecemos quase nada. Lemos manchetes, mas não lemos livros. Assistimos resumos, mas não mergulhamos em narrativas complexas. Formamos opiniões em segundos sobre assuntos que exigiriam meses de imersão para serem minimamente compreendidos. E achamos que isso é suficiente.
Não é.
Conhecer exige entrega. Exige que você saia do lugar confortável da superfície e aceite a vertigem da profundidade. Exige que você abra mão da ilusão de controle que vem de saber um pouco sobre muitas coisas e aceite a humildade de saber muito sobre poucas coisas. Exige que você pare de acumular e comece a cultivar. Que pare de consumir e comece a digerir. Que pare de passar por e comece a permanecer em.
E aqui chegamos ao ponto mais delicado — e talvez o mais transformador: ninguém pode fazer isso por você. Ninguém pode te ensinar a estar presente. Ninguém pode te entregar a experiência de habitar. Porque presença não é informação. Não é técnica. Não é método. Presença é escolha. É decisão. É um ato de coragem diário de dizer “eu escolho estar aqui, agora, inteiro — ainda que isso signifique sentir desconforto, incerteza, vulnerabilidade”.
Isso muda tudo quando pensamos em liderança, em educação, em desenvolvimento humano. Porque significa que o papel de quem lidera não é mais entregar respostas, não é mais solucionar todos os problemas, não é mais ser a fonte inesgotável de saber. O papel de quem lidera, hoje, é preparar o olhar. É cultivar a atenção. É criar condições para que as pessoas possam, elas mesmas, mergulhar, experienciar, descobrir. É ser bússola — não destino. É apontar direções possíveis — não determinar caminhos. É convidar à presença — não impor significados.
Mas isso exige algo radicalmente diferente de quem lidera. Exige que você, primeiro, reconheça suas próprias ausências. Que você admita que também está perdido na superficialidade, que também anda fragmentado, que também precisa reaprender a habitar. Exige humildade. Exige desprendimento do controle. Exige a coragem de dizer “eu não tenho todas as respostas — mas posso estar aqui, presente, enquanto construímos juntos”. E essa é uma das posturas mais desafiadoras numa cultura que ainda idolatra o líder onisciente, o chefe que sabe tudo, a autoridade inquestionável.
Preparar para ver é uma arte sutil. Não se trata de apontar o que deve ser visto — isso seria apenas outra forma de controle. Trata-se de despertar a capacidade de ver. De estimular a curiosidade genuína. De cultivar o silêncio necessário para que a percepção se aprofunde. De criar pausas intencionais num mundo que glorifica a pressa. De proteger espaços de presença num ambiente que valoriza apenas a performance. É um trabalho quase invisível — mas de impacto profundo.
Porque quando alguém realmente vê — não apenas olha, mas vê com atenção plena, com presença — algo se transforma. A superfície se rompe. A profundidade se revela. O sentido emerge. E com o sentido, vem o engajamento verdadeiro. Não aquele engajamento fabricado por incentivos externos, por metas impostas, por discursos motivacionais vazios. Mas aquele engajamento que nasce de dentro, que brota da experiência vivida, que se sustenta porque está enraizado em algo real, em algo que foi genuinamente habitado.
Vivemos um momento civilizatório delicado. Por um lado, temos possibilidades sem precedentes. Por outro, estamos perigosamente próximos de perder completamente a capacidade de habitar qualquer uma dessas possibilidades. Estamos saturados de opções e famintos de sentido. Conectados a todos e íntimos de ninguém. Informados sobre tudo e compreendendo quase nada. E o mais assustador: muitos de nós nem percebem que algo fundamental está faltando. Porque normalizamos a ausência. Aceitamos a superficialidade como inevitável. Nos resignamos à fragmentação como condição inescapável da vida moderna.
Mas não é. Não precisa ser.
A presença é um ato revolucionário. Num mundo que te empurra para a dispersão, escolher estar inteiro em algo é subversivo. Num ambiente que glorifica a multitarefa, dedicar atenção plena a uma única coisa é radical. Numa cultura que valoriza a amplitude, escolher a profundidade é quase rebelde. E talvez seja exatamente disso que precisamos: de uma revolução silenciosa da presença. De pessoas que decidem parar de passar por tudo e começam a habitar algo. De líderes que abrem mão do controle e se tornam cultivadores de atenção. De organizações que entendem que engajamento não se compra com benefícios, mas se cultiva com sentido. De relações que se aprofundam porque as pessoas escolhem estar presentes uma para a outra, não apenas fisicamente, mas existencialmente.
Isso não acontece da noite para o dia. Presença não é uma meta que se alcança — é uma prática que se cultiva. Exige disciplina. Exige intenção. Exige que você resista às forças que te puxam constantemente para a superfície e faça, repetidamente, a escolha de mergulhar. Exige que você aceite ser iniciante nisso — porque todos nós somos. Fomos tão bem treinados para a dispersão que precisamos reaprender, do zero, o que é estar inteiro em algo.
E talvez o primeiro passo seja admitir: eu não estou presente. Eu estou ausente da maior parte da minha vida. Eu circulo, mas não habito. Eu executo, mas não experiencio. Eu estou aqui, mas não estou. Essa admissão, por mais desconfortável que seja, é libertadora. Porque só podemos transformar aquilo que reconhecemos. Só podemos habitar aquilo que deixamos de atravessar distraídos.
O mundo não vai desacelerar por você. A tecnologia não vai parar de te seduzir com notificações. As demandas não vão diminuir. A cultura da pressa não vai mudar sozinha. Mas você pode mudar. Você pode escolher, mesmo que por alguns minutos por dia, estar inteiro em algo. Pode escolher uma conversa em que você realmente escuta. Um projeto em que você mergulha com atenção plena. Uma refeição que você experimenta com todos os sentidos. Um texto que você lê sem pressa, deixando as ideias ressoarem.
Esses momentos de presença vão parecer pequenos no início. Insignificantes diante da imensidão das suas responsabilidades. Mas eles são sementes. E sementes, quando cultivadas com consistência, crescem. Transformam o solo. Mudam a paisagem. A presença é contagiante. Quando você escolhe estar inteiro em algo, as pessoas ao seu redor sentem. Quando você lidera a partir da presença, você cria permissão para que outros também parem, respirem, habitem. Quando você se recusa a aceitar a superficialidade como inevitável, você inspira outros a buscarem profundidade.
Não estou falando de uma fuga romântica do mundo. Não estou sugerindo que você abandone suas responsabilidades e vá meditar numa montanha. Estou falando de uma forma radicalmente diferente de estar no mundo. Uma forma que não nega a complexidade, mas a habita com consciência. Uma forma que não foge da velocidade, mas escolhe momentos de lentidão intencional. Uma forma que não rejeita a tecnologia, mas não se deixa escravizar por ela. Uma forma que não despreza a informação, mas não confunde informação com conhecimento, nem conhecimento com sabedoria.
A sabedoria, aliás, não está na quantidade de coisas que você sabe. Está na qualidade da sua presença diante do que você vive. Está na profundidade com que você mergulha nas experiências. Está na capacidade de transformar informação em compreensão, compreensão em sentido, sentido em ação consciente. E nada disso acontece na superfície. Tudo isso exige que você habite.
Então a pergunta não é mais “como eu faço para saber mais?” ou “como eu faço para ser mais produtivo?” ou “como eu faço para engajar minha equipe?”. A pergunta é muito mais fundamental, muito mais desafiadora: “como eu faço para estar presente? Como eu cultivo a capacidade de habitar aquilo que vivo? Como eu crio condições para que eu — e aqueles ao meu redor — possamos mergulhar, experienciar, conhecer de verdade?”.
Essas perguntas não têm respostas prontas. Não têm fórmulas. Não cabem em slides, em metodologias, em programas de treinamento. Elas exigem experimentação. Exigem que você se torne pesquisador da sua própria experiência. Exigem vulnerabilidade — porque você vai errar, vai se dispersar, vai se pegar ausente mil vezes. E tudo bem. O caminho de volta à presença não é linear. É feito de idas e vindas, de momentos de clareza e momentos de névoa. Mas cada vez que você escolhe voltar, você fortalece essa capacidade. Cada vez que você reconhece a ausência e decide habitar, você está praticando a única revolução que realmente importa: a revolução do estar.
E se existe alguma urgência nos tempos atuais, é essa: reaprender a estar. Reaprender a mergulhar. Reaprender a habitar. Porque tudo o que realmente importa — relacionamentos profundos, trabalho com sentido, liderança transformadora, aprendizado verdadeiro, engajamento genuíno — acontece na profundidade. E só chegamos à profundidade através da presença. Só conhecemos aquilo que habitamos. Só nos engajamos naquilo que vivemos de verdade. Só nos transformamos através daquilo que experienciamos com totalidade.
O convite, então, está feito. Não é um convite fácil. Não é um convite confortável. É um convite que exige coragem — a coragem de desacelerar num mundo que valoriza a velocidade, a coragem de mergulhar num ambiente que privilegia a superfície, a coragem de ser iniciante em algo tão fundamental quanto estar presente. Mas é também um convite libertador. Porque do outro lado da ausência, há uma forma de viver mais intensa, mais verdadeira, mais viva. Uma forma de existir em que você não está apenas atravessando os dias, mas habitando-os. Em que você não está apenas cumprindo funções, mas experienciando sentido. Em que você não está apenas presente fisicamente, mas existencialmente.
E talvez, só talvez, essa seja a única resposta real para a crise silenciosa que atravessa nosso tempo. Não mais técnicas de engajamento, não mais estratégias de motivação, não mais discursos sobre propósito. Mas o resgate radical da presença. O retorno corajoso à profundidade. A decisão diária de parar de passar por e começar a habitar. A escolha consciente de ser bússola — para si mesmo e para os outros — não apontando destinos certos, mas cultivando a capacidade de ver, de sentir, de conhecer.
Mas aqui está a verdade mais incômoda, aquela que ninguém quer ouvir: você não nasceu pronto. Você não veio ao mundo com uma essência fixa, um destino escrito, um roteiro a ser seguido. Você não é um projeto acabado esperando para ser descoberto. Você é construção. Você é escolha. Você é aquilo que faz — não aquilo que pensa que é, não aquilo que diz ser, mas aquilo que concretamente escolhe a cada instante. E essa é a liberdade mais aterrorizante e mais libertadora que existe: você está, neste exato momento, fazendo a sua vida. Não preparando. Não ensaiando. Fazendo. Cada decisão de estar ausente é uma decisão. Cada escolha de habitar a superfície é uma escolha. Cada instante em que você adia a presença é um instante em que você constrói uma vida de ausência.
Não existe uma versão melhor de você esperando para emergir quando as condições forem perfeitas. Não existe um momento futuro em que finalmente você vai começar a viver de verdade. Você está vivendo agora. Este é o momento. Esta é a vida. E ela está sendo definida não pelo que você pretende fazer, não pelo que você gostaria de ser, mas pelo que você está fazendo agora, neste instante, enquanto lê estas palavras. Se você está ausente agora, você é ausência. Se você escolhe presença agora, você é presença. Não há ensaio geral. Não há versão de teste. Esta é a única vida que você tem — e ela está acontecendo enquanto você decide se vai habitá-la ou atravessá-la distraído.
A angústia dessa consciência é real. É brutal. Porque significa que você é responsável. Não pelos acidentes, não pelas circunstâncias que não controla — mas por como você escolhe estar diante delas. Significa que não há desculpas definitivas. Não há álibi completo. Você pode até não escolher o que acontece com você, mas você escolhe — sempre — como responder. E essa resposta, acumulada ao longo dos dias, das semanas, dos anos, é a sua vida. É quem você é. Não quem você sonha ser. Não quem você planeja se tornar. Quem você é neste momento, construído pelas escolhas concretas que você fez até aqui.
E se isso te angustia, se isso te inquieta, se isso faz você parar e pensar “o que diabos eu estou fazendo com minha vida?” — bom. Isso é exatamente o que deveria acontecer. Porque a angústia não é um problema. A angústia é o sintoma de uma consciência despertando. É o sinal de que você percebeu que está vivo, que tem escolha, que pode mudar o rumo. A angústia é desconfortável, mas é também o único antídoto contra a anestesia existencial em que a maioria vive. Contra a ilusão de que “um dia” as coisas vão se resolver sozinhas. Contra a fantasia de que você pode continuar adiando a presença indefinidamente sem consequências.
Você não pode. Cada dia ausente é um dia perdido. Não no sentido moralista, mas no sentido literal: você não o viveu de fato. Passou por ele. Existiu nele. Mas não o habitou. E ao final da vida, quando você olhar para trás, não serão os dias que você atravessou distraído que vão importar. Serão aqueles poucos — talvez raros — em que você esteve verdadeiramente presente. Aqueles em que você mergulhou. Aqueles em que você escolheu, conscientemente, existir de forma plena.
Então a pergunta não é mais se você está pronto para fazer essa escolha. A pergunta é: o que você está fazendo agora? Neste instante? Você está aqui? Você está presente? Ou está, mais uma vez, atravessando este momento sem habitá-lo, planejando estar presente “depois”, quando tiver tempo, quando as coisas se acalmarem, quando finalmente conseguir organizar a vida?
Porque “depois” nunca chega. Só existe agora. E agora é quando você define quem você é. Não através de grandes declarações. Não através de intenções nobres. Mas através da escolha concreta, pequena, quase invisível, de estar — ou não estar — presente naquilo que você vive.
Você está construindo sua vida neste exato momento. A cada respiração ausente, a cada conversa em que você não está inteiro, a cada tarefa que você executa sem habitar. E também a cada instante em que você escolhe voltar. A cada vez que você reconhece a ausência e decide mergulhar. A cada momento em que você aceita a responsabilidade aterrorizante e libertadora de que você é aquilo que você faz.
Então, o que você vai fazer agora?
Porque no final, o que nos falta não é informação. Não é acesso. Não é oportunidade. O que nos falta é presença. E presença não se conquista. Não se compra. Não se delega. Presença se escolhe. A cada instante. A cada respiração. A cada decisão de estar aqui, agora, inteiro — sabendo que essa escolha, repetida, é o que vai definir não quem você é, mas quem você está sendo. E quem você está sendo é a única coisa que realmente importa.
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