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A Mulher: Entre a Existência, a Essência e a Revolução

“Não se nasce mulher: torna-se mulher.”

A frase de Simone de Beauvoir ecoa além do gênero: é um manifesto sobre construir-se em um mundo que insiste em aprisionar o feminino em definições.

Mulheres foram deusas, profetisas, bruxas, santas e pecadoras. Foram rainhas sem tronos, escritoras sem nome, cientistas sem crédito, mães sem reconhecimento. Sua presença, porém, ressoa nos versos de Conceição Evaristo, na inquietação de Carolina Maria de Jesus, na ousadia de Marsha P. Johnson.

História das mulheres é história da resistência.
No silêncio imposto, reinventaram a voz.
Na negação do espaço, criaram geografias íntimas.
No esquecimento, escreveram-se na eternidade — mesmo que a tinta fosse seu próprio sangue.

Nietzsche via a mulher como um enigma.
Mas o verdadeiro mistério é por que o mundo insiste em não enxergá-la além de rótulos:
“frágil”, “cuidadora”, “heroína”, “musa”.
Mulher não é metáfora: é carne, mente, fúria e delicadeza.

Hoje não é dia de rosas.
É dia de lembrar que enquanto mulheres indígenas lutam por suas terras,
enquanto mulheres negras carregam o peso da escravidão que não acabou,
enquanto transgressoras do gênero são apagadas,
enquanto uma em cada três mulheres vive violência,
a revolução será feminista — ou não será.

Celebrar? Sim.
Mas com os punhos cerrados de Dandara,
com a caneta de Bell Hooks,
com a voz das quebradas de MC Soffia.
Celebrar exigindo que “liberdade” não seja uma palavra, mas uma realidade.

Até o dia em que “ser mulher” não precise ser explicado,
mas apenas vivido.
Qual mundo você vai construir para que elas não precisem mais resistir, mas simplesmente existir?

#8M #NemFloresNemSilêncio #MulheresResistem

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